Curtem os netos, bisnetos, e quando se cansam deles, os devolvem aos responsáveis, sem nenhum constrangimento.
Contam, de quando crianças, suas proezas nos carrinhos de rolimã, descendo ladeiras, levando grandes tombos, perdendo dentes e se esfolando, tendo como freio uma árvore ou um muro.
Andavam de bicicleta sem usar capacetes. E iam à matinnè no domingo.
Saiam para brincar com os amiguinhos e a única condição imposta pelos pais era que voltassem antes da noite. Por isso ficam pensativos quando os netos adolescentes saem à noite e voltam ao raiar do dia...
As aulas no colégio iam até o meio dia, voltavam para casa para almoçar; imediatamente. E sem celular para chamá-los. Inacreditável!
Quando alguns dos avós não iam tão bem nos estudos, repetiam o ano, sem ter que freqüentar psicólogos, sem serem taxados de hiperativos,
ou relaxados, simplesmente repetiam, tinham uma segunda chance. Tinham fracassos, êxitos, liberdade, oportunidades, e responsabilidade.
Coitados dos avós, dizem os netos! Sem TV, sem computador, internet, lan house, fast food...
Mas os avós preservaram a letra bonita (quando ainda dominam a mão...) leram bons livros, desenharam, tiveram revistinhas em quadrinhos de qualidade, jogaram bola (na rua!!!), com amigos. E as avós mostram com orgulho, as bonecas com que brincavam, as colchas de crochê que teciam, as toalhas ricamente bordadas, as cartas de namorados que recebiam pelo correio.
Muitos não serão avós assim, mas orgulhem-se dos seus... São maravilhosos, não? |